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SlumBase entrevista e Clip Oficial

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Primeiro clip oficial Slum Base

Slum Base faz parte da nova geração de rapper. Com muito trabalho, compôs e produziu suas músicas inspiradas em situações do cotidiano pessoal ou social.
Agora lança seu primeiro vídeo clip oficial "Só Zica na Cena" baseado no que sente em relação ao seu futuro, ao que tem vivido e ao que espera que mude. 

 O clipe é totalmente independente e conta com a participação dos B' Boys do Evolução Urbana Crew de Itapevi, Skatistas, Capoeiristas, MC's e muito outros parceiros.

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Confira na íntegra a entrevista de SlumBase concedida ao blog Púlpito alternativo.

Jovens provam a imortalidade do rap.

Sobreviver no meio musical não é fácil, exige muita dedicação, amor e disciplina. Dom talvez não seja um dos requisitos exigidos para ter sucesso, em vista do que temos no mercado massivo hoje.
Porém, o nosso país produz músicos que nos emocionam, inspiram e motivam a continuar lutando. O rap é um dos estilos musicais que mais mexem com o nosso emocional e psicológico.

A periferia de São Paulo continua nos presenteando com o que há de melhor. Diretamente de Itapevi, Jefferson Cardoso de Jesus, pseudônimo Slum Base MC, é o novo representante no cenário do hip hop Brasileiro. Com apenas 19 anos já compõe suas próprias rimas.

Slum conheceu o rap aos 9 anos. Seu irmão, por parte de pai, morava em frente a sua casa e toda manhã colocava as caixas de som para fora no último volume tocando rap. Ainda criança se deixa envolver pelo ritmo pesado do rap, sem compreender exatamente o que as letras transmitiam.

Todos os dias, ouvia rap enquanto brincava com outras crianças na rua. Até que um dia tocou uma música em que o refrão dizia:
"- Deus olhai o meu povo sofrido, da periferia" do Ndee Naldinho, e pela primeira vez entendeu a letra de um rap e o sentimento transmitido pela música. "É, eu já tinha me apaixonado pelo rap"- Slum.

Com aproximadamente 14 anos, em Sorocaba-SP, faz sua primeira apresentação na Festa da Primavera, no palco da escola em que estudava, com uma música que ele mesmo escreveu sobre a natureza, inspirada no rap do Combinação Lethal – "Cada um cada um" (O beck está queimando).

Na mesma época é convidado a participar de um grupo de rap gospel, RNA (Rappers Na Ativa), por um colega que conhecia o interesse de Slum pelo rap, devido à saída de um dos integrantes e achou que seria uma ótima escolha. Esse foi o primeiro contato efetivo com o rap no âmbito profissional.

"Foi quando tive meu primeiro contato com o rap de uma forma mais séria, e foi quando descobri que eu tinha o dom de compor com uma enorme facilidade, mas não em qualquer momento e sim quando eu tinha inspiração, e a inspiração vinha do nada, pra mim aquilo tudo era muito mágico" – Slum.

Slum Base MC permanece por três anos e meio até o fim do grupo, o que impulsionou seu início na carreira solo.

Púlpito Alternativo: O que os amigos, família, namorada, sociedade pensam sobre a sua escolha de ser rapper?

Slum Base Mc: Meus amigos, que são poucos, sempre me apoiam e me colocam pra cima. Minha namorada também me dá todo apoio apesar de ter que deixar de ficar com ela algumas vezes pra poder fazer meus shows. Também tenho apoio por parte da família, pelo menos da maioria.

Púlpito Alternativo: Quais são seus objetivos para o futuro com o rap?

Slum Base Mc: Meu objetivo é alcançar todo tipo de pessoa com meu estilo musical, ter uma grande equipe bem estruturada, desenvolver projetos sociais eficientes utilizando a arte de rua como dança de rua, graffiti, freestyle, rap entre outros. Fazer shows pra fora do país, ter reconhecimento por todo o meu trabalho e muitas outras coisas.

Púlpito Alternativo: Quais são as dificuldades de ter que largar tudo para viver da música?

Slum Base Mc: A questão não é largar tudo, a minha dificuldade é conciliar tudo, relacionamento, estudo, amigos, família, trabalho, rap e etc.

Púlpito Alternativo: É você quem faz as letras?

Slum Base Mc: Sim. Até hoje todas as letras foram escritas por mim. É uma coisa que amo fazer, jogo tudo o que sinto e que penso nas letras. É um momento só meu e de mim para o mundo.

Púlpito Alternativo: Como é feita a produção?

Slum Base Mc: A produção é um processo trabalhoso quando não se tem apoio. Meu único apoio é meu parceiro Stga (Guilherme Augusto). Com ele montei o Stúdio Base "Feito em casa, vivido nas ruas". Lá temos vários programas de edição de voz, vídeos e imagens, temos o microfone para a gravação da voz, tudo muito simples, mas o que conta para a qualidade da música depois de pronta, é a dedicação que tenho ao produzir cada uma delas.

Pulpito Alternativo: Quais são suas principais influências?

Slum Base Mc: dentro do rap, Mano Brow, Eminen, 50 Cent, Rashid, Projota, Emicida, Rincon, Sapiência e AXL. Em outros estilos Bezerra da Silva, Evanescence, Charlie Brow Jr. Todos esses me inspiram.

Púlpito Alternativo: Quem são seus parceiros?

Slum Base Mc: Primeiramente Deus, STGA e Programa Som da Quebrada. Devo muito a eles. Sou muito grato por tudo.

Atualmente Slum trabalha solo, mas fecha diversas parcerias tanto com rappers quanto com bandas de rock e até grupos de samba, na intenção de fazer um trabalho diferenciado.
Em 2012 toda sua produção passou por um grande processo de desenvolvimento dando inicio a diversos shows não só em Sorocaba, mas também em outras cidades como Itu, Porto Feliz e São Paulo.

"O estilo de rimar mudou bastante, mas o que não muda é a consciência de que deve haver conteúdo nas letras, passando uma boa mensagem aos ouvintes. No palco conto com o auxílio do Stga para dar apoio como segunda voz. Participo constantemente de batalhas de MC´s principalmente em Sorocaba" – Slum.

Seguir esse caminho é difícil e requer muita força de vontade, mas ainda temos muitos projetos sociais e alternativos dedicados a apoiar e fortalecer a cultura underground no país.
O Som da Quebrada é um exemplo disso, o programa se dedica exclusivamente a disseminação da arte musical pelo mundo. Ouça Slum e muitos outros sons de qualidade: www.radioricos.com.br.

Por: Púlpito alternativo.

 

 

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