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TÉIA

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Téia Ana Claudia conheceu o graffiti de fato aos 14 anos, através de uma oficina ministrada pelo artista Anjo, que a incentivou muito quando ela decidiu começar a pintar na rua. Algum tempo depois, surgiu outra paixão artística: a tatuagem. Aos 23 anos,Téia pinta muros e também a pele de algumas pessoas. Nessa entrevista, ela conta um pouco dessas duas facetas criativas que dominam seu dia-a-dia.

Qual é a sua relação com a arte de rua?

 Hoje em dia não tenho mais a possibilidade de pintar todo final de semana como antes. Ainda sim, sempre que faço um graffiti sinto uma grande realização que vem de dentro para fora, fico sem palavras. Minha relação com a rua faz parte de tudo que vivencio no meu dia-a-dia, das coisas do cotidiano e que fazem parte de mim.

Quais são as principais referências para criação dos seus desenhos?

Tudo que se refere a minha vida no momento. Trabalho com tatuagem, isso acaba influenciando os meus desenhos, mas acho que na maioria das vezes são as minhas emoções.

O que você acha da cena feminina em São Paulo?

Acho que vem crescendo muito e com muita força. Acredito que para esse cenário se fortalecer e crescer ainda mais é necessário uma organização artística e não feminista. Esse tipo de movimento não acrescenta na qualidade dos trabalhos e na cena como um todo.

Em sua opinião, é possível reconhecer algum tipo de essência ou ligação na arte de rua feita por mulheres?

Acredito que sim, geralmente são desenhos mais delicados. Apesar disso, também vejo grafiteiras que tem um estilo mais clássico de pintar, nesses casos não vejo diferença com o trabalho dos meninos.

Você também trabalha com tatuagem… Me fala um pouco sobre isso.

O interesse pela tatuagem surgiu aos 15 anos, quando eu fiz a minha primeira. Logo de cara fechei meu braço inteiro e como minha mãe sempre dizia, também fechei a carteira de trabalho. Quando completei 17 anos e vi que não conseguia um emprego, resolvi me dedicar ao desenho e investir na tatuagem. Hoje estudo técnicas e estilos diferentes. Trabalho profissionalmente fazem 4 anos e essa arte se tornou uma paixão não só para o meu corpo, mas para alma também.

Fotos: Arquivo pessoal da Téia

Texto editado por: Bela Gregório

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