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Brasil, um país com a história apagada

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Desde que a Copa do Mundo no Brasil foi anunciada publicamente, milhares de famílias em diversos lugares do país entraram em pânico ao saber que seriam despejadas do lugar onde muitos estiveram a vida toda e por várias gerações.

 

Desde janeiro deste ano a Aldeia Maracanã vem passando por muitos momentos de tensão devido a reintegração de posse anunciada pelo governo Sérgio Cabral, mesmo a iniciativa sendo ilegal. A aldeia possui 23 famílias que serão desabrigadas e terão sua história apagada pois o governo pretende demolir o museu, a escola e a aldeia para construir um estacionamento nos arredores do Estádio do Maracanã.

O que impressiona é o descaso no qual o governo insiste em manter, onde estão os direitos humanos? Por que nenhuma autoridade se manifesta?

Desde o anuncio da Copa, está em avaliação a solicitação de verba do governo para a adequação de alguns setores para a realização do evento. Entre eles estão reformas dos aeroportos, segurança, mobilidade urbana e telecomunicações.

Até agora,segundo o Tribunal de Contas da União, foram liberados o valor de R$ 371 milhões para telecomunicações e uma parte dos R$ 27bilhões para o restante das obras, sendo que o de mobilidade urbana será entregue com um atraso recorde, após a Copa. Nota-se que segurança e mobilidade urbana não são prioridades.

Em Porto Alegre serão desabrigadas aproximadamente 8 mil famílias, em São Paulo foram desabrigadas hoje, 26/03,cerca de 1,7 mil pessoas zona leste. Nesses números não estão inclusos pinheirinho, Maracanãzinho e tantas outras ocupações urbanas desapropriadas deixando milhares de famílias sem ter onde morar.

O problema é que temos muitas perguntas e nenhuma resposta. Para que vai servir essas reformas futuramente? Quando acabar a copa o que o país vai fazer com os elefantes brancos? Para onde irão essas famílias? O que o país vai fazer com os mendigos? O que será feito para minimizar o caos do transito das grandes metrópoles, principalmente a paulistana? Quais medidas serão tomadas para acabar com as enchentes?

Essas são algumas das muitas perguntas, que não poderia ter espaço físico nesse texto, sem respostas. Sem ninguém para responder.

O Brasil é realmente um país de todos, um país sem dono e sem memória.

Fontes: http://espn.estadao.com.br/noticia/313783_faxina-social-em-terras-gauchas

http://www.dgabc.com.br/News/6016654/reintegracao-retira-1-7-mil-pessoas-de-terreno-em-sp.aspx

http://juntos.org.br/2013/01/juntos-somos-aldeia-maracana/

http://juntos.org.br/2012/12/o-maraca-e-nosso/

http://juntos.org.br/2013/01/na-aldeia-maracana-nao-deixaremos-o-um-novo-pinheirinho-acontecer/

http://portal2.tcu.gov.br/portal/pls/portal/docs/1/2509684.PDF

14. O Grupo Executivo da Copa – GECOPA revisou a matriz, por meio das Resoluções nº 2 e 3, ambas de 2011, e nº 7, 8 e 11 de 2012, com a publicação de anexos no portal da Copa (www.copa2014.gov.br). Em maio de 2012, o governo divulgou o 3º balanço das ações do governo brasileiro para a Copa do Mundo de 2014, que atualiza o investimento global para R$ 27 bilhões.

15. Com relação ao segundo ciclo de planejamento, em julho de 2012 os temas de Segurança e Turismo estavam em fase final de discussão para formalização dos projetos na Matriz deResponsabilidades.

16. O único tema do segundo ciclo contemplado na matriz até o momento é o de Telecomunicações. A Resolução GECOPA nº 8/2012 autorizou a inclusão de anexo referente à modernização da infraestrutura de telecomunicações de suporte ao evento, com previsão de gastos da ordem de R$ 371 milhões, por parte da Telebrás e da Anatel, além de compromissos assumidos pelos governos estaduais e municipais.

17. Este Tribunal tem realizado diversos trabalhos com o objetivo de avaliar os riscos a que o evento está sujeito, bem como contribuir para a melhoria da governança e o aperfeiçoamento do processo degerenciamento das referidas ações.

O306. Um aspecto que merece ser destacado é a existência de indícios de que algumas obras de mobilidade urbana não ficarão prontas até a Copa, conforme apontado nos itens 77, 127, 129 e 134 deste relatório.

307. Essa circunstância foi tratada no Acórdão 1036/2012-Plenário, tendo o TCU alertado os órgãos responsáveis de que a conclusão das obras até o mundial constitui condição necessária para a utilização do Regime Diferenciado de Contratação – RDC e para a flexibilização dos limites de endividamento, em face da exclusão das obras destinadas ao financiamento de infraestrutura para a realização da Copa dospq? limites estabelecidos na Resolução nº 43/2001, do Senado Federal.

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